Morto Por Um Didgeridoo (Jamie Quinn - Mistérios Aconchegantes Livro 1)
Um Mistério Aconchegante no Sul da Flórida Sobre Família, Segredos e Assassinato
A advogada de direito de família Jamie Quinn se afastou da carreira enquanto enfrenta o luto pela morte da mãe. Mas, quando seu primo autista Adam é preso pelo assassinato de seu professor de música — um ex-astro do rock conhecido como Spike — Jamie é levada de volta à ação.
Adam pode ter confessado, e seu didgeridoo pode ser a arma do crime, mas Jamie está convencida de que ele é inocente. Com a ajuda de sua melhor amiga e de um investigador particular nada convencional, ela começa a investigar a complicada vida de Spike e descobre que não faltam suspeitos, desde ex-integrantes de sua banda e antigos amantes até pessoas envolvidas em ciúmes intensos e velhos rancores.
Ambientado em Hollywood, na Flórida, Death by Didgeridoo combina um mistério leve e acolhedor com relações familiares, personagens marcantes e uma investigação amadora cheia de reviravoltas inesperadas. Este é o primeiro livro da série Jamie Quinn Cozy Mysteries, de Barbara Venkataraman.
Acompanhe Jamie Quinn em sua busca pela verdade, enquanto tenta provar a inocência do primo e descobre que solucionar um mistério pode ser exatamente o que ela precisa para começar a seguir em frente.
Trecho do livro
Não sei porque me sinto culpada, eu não matei aquele cara. Eu nem o conhecia, mas ouvi dizer que ele era um verdadeiro idiota. Digamos que, quando se espalhou a notícia de que Spike estava morto e de que havia sido assassinado com um de seus próprios instrumentos musicais, as celebrações começaram por toda a cidade. Algumas pessoas brindaram à morte dele com champanhe caro, enquanto outras brindaram com garrafas de cerveja gelada; dependia apenas da vizinhança. Embora muitas histórias fossem contadas naquela noite, eu te garanto que nenhuma delas era bonita, havia um tema comum: Spike era um mentiroso e trapaceiro, um elogio para um homem que roubaria a própria mãe, se soubesse onde ela estava, ou que dormiria com a mulher do próprio amigo, se tivesse um amigo, o que ele não tinha. O único amigo do Spike era o seu cachorro Beast, um pastor alemão que ia a todos os lugares com ele, e que também não era muito amigável.
Você, provavelmente, deve estar se perguntando como Spike tinha uma loja de música tão bem-sucedida sendo que ele era um completo idiota. A resposta é simples: ele era uma estrela do rock. Literalmente. Os solos de bateria dele eram lendários. Depois do primeiro álbum Deathlock da sua banda, The Screaming Zombies, virar disco de platina em 1999 e Spike ganhar o prêmio de melhor baterista do ano, parecia não haver como parar essa banda de garagem composta por alunos que desistiram do ensino médio. Mas Spike encontrou uma maneira. Com o seu ego enorme e talento para a paranóia, ele conseguiu irritar a todos em pouco tempo, incluindo o empresário, o agente, o publicitário, o produtor da banda, até chegar ao chefe da gravadora. Principalmente os roadies o desprezavam. Eles montavam a bateria dele do jeito errado ou desligavam os alto-falantes sempre que podiam. E não vamos nos esquecer do resto da The Screaming Zombies: Snake, Slasher e Slime, também conhecidos como Daryl, Marcus e Ricardo; eles tinham um milhão de motivos para odiar Spike, a maioria deles nítidos e prejudiciais com relação ao dinheiro. Eles o culpavam pela implosão da banda e pela espetacular queda até o fundo do poço, que os deixou tão falidos quanto quando começaram. As pessoas dizem que leva apenas dez minutos para se acostumar com o luxo, mas uma vida inteira para superar a sua perda. Para a sorte dos Zombies, eles estavam sempre chapados, então, as lembranças da boa vida eram nebulosas demais para serem dolorosas.
Agora, avance três semanas até o momento presente onde Spike, ainda morto, de alguma forma assumiu o controle da minha vida, colocando em risco a minha casa, minha reputação e a minha sanidade. Mas, convenhamos que, para começar, eu não era assim tão estável, mas mesmo assim...




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