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Mystery, Thriller & Suspense · Cozy Mysteries

Os Mistérios de Abigail Summers · Book 3

A Regata Mortal

Traduzido por Juliana Chiavagatti Grade

No terceiro livro da série Os Mistérios de Abigail Summers, Ann Parker nos leva a um cenário de intriga, competição e perigo nas águas traiçoeiras de uma prestigiada regata.

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THE STORY

About the book

Abigail Summers, costureira em vida e detetive na morte, chega à Ottersmill Regatta com a médium Hayley Moon para investigar o assassinato de Leo Spencer, o comodoro do clube. A marina está cheia de suspeitos, mas a resposta também pode estar no condomínio Edenbury Heights.

Quando a herdeira Adreena Van Derson contrata a Agência de Detetives Mortais, Abigail e os outros espíritos encontram um caso ainda mais extraordinário. Outro mistério parece ligado ao assassinato, e Hayley e seu marido, o policial Tom Bennett, percebem que também estão em perigo.

Ambientado em Becklesfield, este é o terceiro livro de Os Mistérios de Abigail Summers.

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O pequeno Jacob Redman tinha seis anos de idade e estava entediado e com calor. Papai havia dito a ele que essa regata seria divertida. Bem, não era. Ele não conseguia nem ver as corridas, nem mesmo um barco. Tudo o que ele conseguia ver eram traseiros e pernas. Algumas pessoas tinham assentos na linha de largada e chegada, mas não eles. Só os mais elegantes, disse papai. Mas eles eram elegantes, não eram? Papai tinha seu próprio negócio de limpeza de janelas. Não era justo que seu irmão, Josh, tivesse permissão para ficar na beira da água com todos os seus amigos. E ele estava participando da corrida de jangadas mais tarde. Ele nunca mais iria à Ottersmill Regatta. Não havia nem mesmo lontras.
— Podemos ir agora, pai? — Jacob perguntou, enquanto puxava o short do pai.
— Ainda não. As corridas ainda estão acontecendo.
— Estou com fome.
— Você sempre está com fome e nós já comemos. Não vou pagar mais nada desses preços. Você pode esperar até chegarmos em casa.
— Posso sentar em seus ombros então?
— Está muito quente para isso, Jacob. Não vai demorar muito.
Mas ele disse isso há muito tempo. Isso era ainda mais chato do que ir às compras com a mamãe quando ela precisou de um vestido para o casamento da tia Dawn. Quando ela comprava roupas para ele, ela apenas as segurava contra ele, mas não, ela tinha que experimentar tudo em centenas de lojas. Mesmo que ele pudesse ver os barcos, ele não estava interessado. Ele gostava de vir ao rio para alimentar os patos e os cisnes, mas não havia nenhum para ser visto hoje. Era muito barulhento. Toda vez que as buzinas soavam ou a arma começava uma corrida, os aplausos e gritos começavam. Talvez eles estivessem na curva, onde era silencioso.
Jacob gostou quando eles visitaram todas as tendas, que estavam cobertas de bandeirinhas coloridas. E mamãe o deixou tomar um sorvete grande depois do hambúrguer do caminhão. Mas até mamãe e papai estavam se esforçando para ver os barcos de corrida. Até os barcos eram chatos. Ele gostava daqueles com as grandes velas brancas que ziguezagueavam rio acima. Depois da terceira vez que disseram que não podiam ir embora, Jacob decidiu por um plano.
Mamãe e papai nem perceberiam se ele se afastasse silenciosamente. Valeria a pena se meter em problemas para ir ver os cisnes. Ele não chegaria perto da borda; isso sempre deixava mamãe brava. Se ao menos ele tivesse guardado um pouco do seu pãozinho para eles.
Ele se certificou de que seus pais não estavam olhando e então abriu caminho pela multidão, nenhum dos quais notou a criança pequena, vestida com uma camiseta de dinossauro e shorts verdes. Ele olhou para trás e ficou aliviado por ter deixado todos para trás e ninguém estava vindo atrás dele. Ele poderia até escapar se não ficasse muito tempo, então começou a correr. Jacob contornou a curva do rio e viu o salgueiro-chorão onde os patos e cisnes geralmente eram encontrados. Havia uma pequena balsa, com ancoragem para um barco, mas como a árvore estava tão crescida, raramente era usada. Ele se abaixou para ficar sob os galhos porque tinha visto algo brilhando. Os patos não estavam lá, mas todos os quatro cisnes estavam, e eles nadaram esperançosos em direção ao menino para suas guloseimas habituais, mas eles ficariam desapontados. Jacob sabia que não deveria ter feito isso, mas ele foi mais perto da borda. Foi então que ele notou uma mancha vermelha nas penas normalmente brancas e, pela primeira vez naquele dia, ele realmente viu algo no rio.

Ann Parker

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