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O Amanhecer da Destruição

O Amanhecer da Destruição

Traduzido por Pedro Barbosa

Uma Pequena Cidade do Texas Está Prestes a Despertar para um Pesadelo

Brownsville, no Texas, mergulha no caos quando os mortos-vivos começam a vagar pelas ruas, caçando os vivos e deixando os moradores aterrorizados em busca de respostas. Ninguém sabe o que causou o surto — ou quem é o responsável. Para o ex-fuzileiro naval David Combs, sobreviver é apenas o começo. Com sua filha desaparecida em meio ao horror, ele parte em busca dela antes que seja tarde demais.

Enquanto David abre caminho por uma cidade tomada pelos mortos-vivos, sua busca se transforma em algo maior: uma caçada pela verdade e uma oportunidade de vingança contra aqueles que desencadearam o pesadelo.

Acompanhe David em meio ao surto e descubra até onde sua busca pela filha — e pelos responsáveis — irá levá-lo.

Trecho do livro

O Dia em que as Coisas Mudaram

Era apenas outro dia normal em Brownsville, Texas. A primavera estava no ar agora que o frio intenso tinha terminado. As flores começavam a desabrochar e as folhas das árvores estavam a ficar verdes. O povo da cidade passeava nas ruas, usando camisas de manga curta e óculos de sol. Todos se tratavam como vizinhos e melhores amigos, alheios aos eventos que aconteciam à sua volta.

Mal eles sabiam que a vida deles estava prestes a mudar para sempre. Algo maléfico e sinistro estava prestes a ser desencadeado que iria causar o caos nesta pequena cidade. Homens de uniforme preto estavam junto ao abastecimento de água da cidade. Pareciam discutir sobre algo quando o xerife chegou ao local. Annie Simpson tinha feito a chamada; ela vivia perto do reservatório e tinha testemunhado o que acreditava ser uma maldade quando estava a passear o cachorro.

Ela estava perto dos 85 anos de idade e parecia ligar sempre para a polícia por qualquer coisinha, o que era frequente. Mas o xerife Adams sabia bem que se não fosse verificar, só o deixariam em paz quando fosse ver.

— Macacos me mordam, a velha bisbilhoteira estava a dizer a verdade — murmurou o xerife. Não que quisesse saber o que alguém estaria a fazer ali, este era o local habitual de parada da cidade.

Os homens se vestiam de forma diferente, mas sem dúvida que não eram parte do povo local que costumava aparecer aqui. Se ele tivesse de adivinhar, diria que estes estranhos são militares, talvez fuzileiros das operações especiais. Devia saber já que ele próprio era considerado filho de militar. Quando saiu do seu veículo e se aproximou dos homens, eles não pareceram contentes por verem autoridades na zona.

— Algum problema aqui? — perguntou Adams.

— Não, senhor, — respondeu o mais alto.

— Então, o que fazem vocês aqui?

— Trabalho governamental.

— Como?

— Isto não tem nada a ver contigo, xerife. É um projeto governamental que é confidencial. Vá embora ou teremos que dominá-lo a qualquer custo. O mais alto devia ser o oficial superior pois só ele é que falava.

— Parece uma ameaça, — retorquiu o xerife.

— Sem ameaças, apenas uma conversa amigável entre dois membros das autoridades.

Por essa altura, mais dois oficiais aproximaram desde a colina que ia em direção ao reservatório. Usavam máscaras de gás e transportavam uma espécie de recipiente. Sem pensar, o xerife Adams sacou sua arma.

— Até saber o que se passa aqui, vêm todos para a esquadra comigo. Estava inabalável na sua ordem e “não” não seria uma resposta que ele aceitaria.

Montanha sombria (Contos de um passado sombrio Libro 2)

Montanha sombria (Contos de um passado sombrio Libro 2)