O Segredo de uma Cidade Pequena
Traduzido por Romulo Silva
Toda cidade pequena guarda segredos. Os de Crimson podem ser mortais.
O detetive particular Grant Dawson chega à pequena cidade de Crimson depois de ser contratado por Ed Wilson para descobrir a verdade por trás do assassinato de sua filha. Mas, quanto mais Grant investiga, mais evidente fica que os moradores estão protegendo muito mais do que suas reputações.
Com a polícia local e o prefeito em seu caminho, Grant precisa revelar o que acontece por trás de portas fechadas antes que o assassino ataque novamente — e os segredos de Crimson façam outra vítima.
Descubra O Segredo de uma Pequena Cidade, o eletrizante primeiro livro da série Mistérios de Grant Dawson, de A.E. Stanfill
Trecho do livro
O dia começou normalmente para a família Norton. Seus dois filhos adolescentes, Danny e Billy, acordaram com pouca resistência. Eles se juntaram à mãe e ao pai à mesa para o café da manhã, como de costume. Os dois garotos contaram as piadas do dia, como sempre. Betty, a mãe dos meninos, pediu para que eles parassem com aquilo, enquanto o pai ria de toda a situação. De longe, todos formavam uma típica família americana. Ninguém poderia imaginar que eles se tornariam parte de um crime terrível.
A noite havia chegado, mas tinha algo de diferente no Sr. Norton. Bob estava de mau humor, o que raramente acontecia. Ele estava irritado com sua esposa, e até chegou a enviar seus dois filhos para a cama cedo por causa de algo trivial. Depois que Betty deu ao marido algum tempo para si mesmo, ela se juntou a ele no escritório com um copo de uísque na mão.
— Dia ruim no trabalho? — Betty perguntou, entregando-lhe o copo.
Bob sorriu levemente. — Não, o trabalho correu bem — ele respondeu.
— Então por que está tão mal-humorado?
— Não quero falar sobre isso.
— Vamos lá, diga logo. — Betty sorriu. Ela sabia que, se tentasse o suficiente, Bob desistiria e diria o que ela queria ouvir. — Sou uma garota crescida, posso lidar com isso.
Ele suspirou e passou os dedos pelos cabelos antes de olhar para ela. — Junte-se a mim no sofá. — Bob deu um tapinha no assento ao lado dele. Ela se sentou, encarando-o com seu característico olhar curioso. — Agora, ouça-me. — Ele começou. — Você pode não gostar do que eu tenho a dizer.
— Você está me assustando. — Betty se arrepiou.
— Essa não é a minha intenção. — Ele franziu a testa.
— Então me conte o que está acontecendo!
— Alguém ligou para o meu celular usando um número não rastreável. Quem quer que tenha sido, essa pessoa ameaçou nossa segurança. Afirmou que morreríamos esta noite. Não só eu ou você... todos nós.
— Que horror! — Betty gritou. — Quem faria uma coisa dessas?
— Alguma criança maldita — Bob resmungou, tomando um gole de uísque. — Pelo menos foi assim que a voz soou do outro lado da linha.
— Então, não há motivo para preocupação?
— Acredito que não. Trotes são trotes. Honestamente, eu não duvidaria que os meninos estivessem por trás disso tudo.
— Não por trás de algo assim — Betty assegurou a ele.
Bob finalizou o copo de uísque. — Vamos para a cama; tudo deve passar pela manhã e voltar ao normal. — Ele colocou o copo vazio sobre a mesa e se levantou, estendendo a mão para ajudar sua esposa a sair do sofá.
***
Antes da manhã, os vizinhos alegaram ter ouvido a música “I Fall To Pieces” de Patsy Cline, tocando na residência dos Nortons.
Três dias depois, amigos começaram a se preocupar com os membros da família. Bob não tinha sido visto no trabalho, o que era muito incomum da parte dele. Betty não estava fazendo suas rondas habituais no supermercado ou juntando-se às amigas para uma refeição rápida. Além disso, os dois garotos ainda não haviam retornado para a escola, e isso era algo que Bob se recusava a permitir.
Jerry e Donna Simpson foram os únicos que finalmente decidiram chamar a polícia. Preocupados com a segurança dos vizinhos, eles rezaram para que a razão que os mantinha dentro de casa fosse algo simples. Mas, no fundo, eles sabiam que não; o segredo da cidade estava mostrando sua face terrível novamente. Desta vez, seriam os Nortons que pagariam o preço.





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