O Garoto Pé Grande - Perdido Na Terra
Traduzido por Ceres Ferreira Gonzales
Perdido na Terra — Uma aventura de amadurecimento com uma reviravolta de outro mundo
O Bigfoot é real — e talvez nem seja da Terra. Depois que uma excursão escolar deixa o jovem Bigfoot Errl perdido em uma floresta remota, ele precisa sobreviver por dez dias até que seus colegas retornem. Ao longo do caminho, encontra humanos desconhecidos, caçadores perigosos e uma bela garota de cabelos dourados que conquista seu coração. Misturando ficção científica, aventura na floresta, humor e reviravoltas inesperadas, Bigfoot Boy: Perdido na Terra é uma história sobre autoestima, pressão dos colegas, amizade e a descoberta do que realmente significa ser diferente.
Acompanhe Errl pela floresta e descubra a surpreendente verdade por trás do Bigfoot em Bigfoot Boy: Perdido na Terra.
Trecho do livro
— Errl. Psiu. Olhe isso. É doentio, — Berndt, melhor amigo de Errl, sussurrou. — Os humanos comem ovos. Eles estão acampando logo abaixo. Tem algo chiando em uma panela de ferro plana. Carne de porco infestada de vermes e ovos. Eca.
— Cala a boca. O Profe está olhando para nós.
— O Sr. Profe? Ele está muito emocionado para notar.
— Ele pensa em voz alta como nós. Chumaço de goma, Berndt?
— Não, obrigado. Meu rúmen está cheio.
Os garotos e garotas com grandes pés cabeludos estavam em sua excursão anual do Planeta X para a Terra. Errl, o menor deles, penteou o cabelo de suas pernas. Ele não queria ouvir seu professor do EnsinoFundamental. Estavam aprendendo inglês e Errl já ouvira o suficiente para se virar se precisasse. Se virar era bom o bastante para ele. Mais tarde, ele desejaria ter prestado mais atenção.
— Shhh. Garotas bonitas acabaram de entrar na cápsula de voo.
— Onde?
— Ah, é a sua irmã, Errl. Torannee. Difícil identificar com o longo cabelo de mechas azuis na frente.
— Si-im. Todas as garotas estão colorindo os pelos agora.
— Ainda assim, sua irmã é bonita, Errl.
A conversa deles soava como grunhidos e bips para quem não estava acostumado. Até para os padrões de Pé Grande, Errl era feio. Ele começou a pentear o cabelo para frente do rosto.
— Eca. Quem é a amiga dela?
— Acho que é a Lally. Queria que Professor não tivesse colocado as garotas do outro lado da nave. É difícil distinguir uma da outra. — Berndt apertou seus dedos membranosos e assobiou. — Tem água ali embaixo. — Ele escaneou a Moduport na parte da frente da cápsula de voo. O Profe grunhiu no painel de controle. A cápsula deslizou pelo topo da floresta abaixo assustando cervos em campo aberto. Sua nave era silenciosa e quieta, invisível ao grupo de jovens humanos que acampavam.
— Estão comendo ovos e carne de porco com verme, com pedaços de pão infestados de ratos.
— Si-im, a visão e o olfato deles não são tão aguçados quanto o nosso, Errl. Do resto de nós, pelo menos. Talvez não o seu. — Berndt riu. Ele deu um tapa nas costas de Errl.
Errl arrumou o penteado. Profe derrubou seu chumaço de goma no chão, pegou-o de volta e mascou. A irmã de Errl sorriu para Berndt por trás de seu longo cabelo azul.
— O que é essa coisa branca nas grandes montanhas?
— Eles chamam de neve. Você não sabe de nada? — Berndt piscou para a garota Pé Grande de um metro e oitenta. Ela começava a mostrar sinais de brilho nos olhos e nos longos cabelos da barriga.




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