O Nascimento (Era Uma Nova Vez Livro 1)
Traduzido por Paulo Henrique
Um Novo Mundo Precisa Nascer
O Conde Witon é Lahkrok passou a vida cercado por guerras entre Humanos, Elfos, Anões e outras raças. Cansado de um conflito que começou gerações antes de seu nascimento, ele abandona o campo de batalha ao lado de Belamay, uma guerreira formidável e sua companheira mais próxima, e de Persky, o primeiro de uma rara linhagem Humano-Elfo. Juntos, eles perseguem uma ideia ousada: construir uma sociedade onde diferentes espécies possam viver em paz.
A busca por colonos reúne um grupo improvável de Humanos, Elfos, Anões, Fadas, Centauros, Trolls e Brownies. O destino é uma ilha remota, descoberta por acaso em meio a um oceano revolto — um lugar que promete um novo começo, mas esconde uma magia poderosa e perigos que nenhum deles poderia ter previsto.
Enquanto Witon luta para estabelecer a nova comunidade com recursos limitados, Belamay enfrenta sua própria ameaça na terra natal, onde forças determinadas a controlar o novo território começam a se aproximar. Separação, traição, magia misteriosa e um desaparecimento inexplicável colocam à prova a capacidade desse sonho de sobreviver tempo suficiente para se tornar realidade.
Once, Upon a New Time: Birth é uma fantasia medieval de espada e feitiçaria centrada nos personagens, combinando construção de mundo detalhada, romance, magia, conflito e o difícil trabalho de criar paz em um mundo marcado pela divisão.
Comece a jornada e descubra o que é preciso para dar origem a um novo tempo.
Trecho do livro
A ponta curvada e afiada da falchion o cortou do cotovelo ao ombro; na estranha lentidão do tempo em um campo de batalha, a cada batida de seu coração, ele assistia sangue sendo jorrado de seu membro.
O grito da dor, que já estava familiarizado, doía no fundo de sua garganta; ignorando ambas as dores. Ele cambaleou, tropeçando em corpos e partes, corações que não batiam mais. Sua espada larga dilacerando qualquer Elfo que ousava entrar em seu caminho, matando um a um cada vez que sua lâmina...sua mão...cortava suas vidas de seus corpos.
Ele não conseguia mais se proteger; seu escudo desabou de seu braço machucado, tornando-se praticamente inútil por causa do corte da lâmina. Sua raiva aumentou, igualmente árdua, igualmente impenetrável. O balanço de sua espada à frente de seu corpo, era toda a defesa que possuía, um balanço forte que cortava o ar e qualquer outra coisa que cruzava o seu caminho.
O grito sempre o levando adiante. Seu próprio gemido soando em seus ouvidos, como os gemidos de todos os outros no campo. Espada pressionada contra espada, ou machado, ou escudo. As mortes gritavam por suas mães, ou a misericórdia de seus deuses. Ainda assim, o apelo o encontrava de novo e de novo. Agudo, de alguma forma, moderado; no lamento, ele ouvia dores insuportáveis, coragens inabaláveis. Logo encontraria aquela voz. Count Witon é Lahkrok iria encontrar quem fez tal som...e iria salvá-lo.
Suas pernas longas fizeram uma rápida confissão do chão encharcado de sangue enquanto caminhava por oponentes próximos ao redor; travados em batalhas estúpidas, se aproximando ao máximo das linhas de frente. O desastre social aumentava, tropeçando e trombando contra corpos – uma horda amontoada e travada em combate – suas pegadas ficando marcadas em lamas de sangue.
Witon se perdeu, um véu vermelho de sangue sobre seus olhos cinza-prateados. Confuso pela quantidade de corpos – Humanos e Elfos – lutando em pares e grupos indistinguíveis. A beleza de sua terra estava em desolação, camuflada pela conflagração de corpos. Dor queimava em seu esôfago, uma agonia explodindo de dentro para fora. O quanto de si ele deu para tentar parar essa guerra; o quão miseravelmente falhou...uma falha que cheirava a excremento e vidas se esvaindo.
– Alguém me ajuda...por favor?
Mais uma vez. Aquela voz, masculina, mas não tanto. Um garoto?
– Por favor?
A cabeça de Witon girou ao redor; com o movimento, gotas de sangue e suor voando de sua pele e dos fios emaranhados de seu longo cabelo.
Uma mão em altura maior que a maioria dos homens, pelo menos duas mãos maiores do que a maioria dos Elfos, sua vista sem obstáculos. Seu olhar procurava enquanto o pedido reverberava. Tão perto dessa vez; ele sabia disso, conseguia sentir.
– Onde você está? – Witon gritou, acima do barulho. – Vou ajudá-lo, prometo.
Verdade explicita em suas palavras, o desejo para que a matança fosse encerrada.
– A... aqui.
Dessa vez, o som soou um pouco mais alto que um chiado, ainda assim, o desespero por trás do pedido ficou maior.





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