Viagem negra (Contos de um passado sombrio Livro 1)
Traduzido por Laís Alves
Uma arrepiante história de terror histórico ambientada nos mares do Ártico
Em 1914, o recém-casado Iain Cosgrove deixa Dundee a bordo do Lady Balgay, o último navio da outrora grandiosa frota de caça às focas da cidade. Homem de ciência, Iain tem pouca paciência para as histórias da tripulação sobre maldições, presságios e antigas superstições marítimas.
Mas, à medida que o navio avança cada vez mais pelos mares gelados do Ártico, estranhas aparições e uma série de acidentes fatais começam a desafiar tudo em que ele acredita. Quando o Lady Balgay resgata dois náufragos do gelo, o medo se espalha entre a tripulação e a viagem toma um rumo cada vez mais sinistro.
Inspirado em relatos históricos das frotas de caça às baleias e às focas de Dundee, Dark Voyage, de Helen Susan Swift, combina história marítima, terror sobrenatural e suspense psicológico em uma história assombrosa de isolamento, superstição e terror em alto-mar.
Descubra Dark Voyage e entre nas águas sombrias e congeladas do norte.
Trecho do livro
SETEMBRO
MAR DO NORTE
A imaginação é sempre mais nova, do que um homem são pode ser um navegador.
Ralph Wlado Emerson
Repleto de violência, negro de ameaça, o esquadrão passou pelo horizonte norte como a ira de um deus nórdico.
—Aquilo parece feio. — Lauren mostrou urgentemente apontando para a tempestade e quase riu da expressão de Kenny — Espero que não fique enjoado!
—De onde diabos aquilo veio? — Kenny ficou na lateral do barco, olhando para as nuvens negras que se empilhavam uma depois da outra, prometendo muita chuva. Ele viu um relâmpago em meio a escuridão, que refletia em meio ao oceano e ele apertou seus olhos. Ao redor deles, as ondas faziam seu curso suave, quase macio, mas com tal tamanho que a próxima sempre parecia maior que a anterior — Não estava aí um minuto atrás.
A vinte e dois pés de distância, aberto e perto do leme, o barco de pesca os protegia do tempo. Mesmo que a água insistisse em entrar no barco, explodindo contra seus tornozelos, numa amostra gelada do que estava por vir. Nos últimos minutos, o movimento foi de devagar e chegada regular, para uma irregular e imensa subida.
—Parece ruim. — Lauren só teve que olhar para a tempestade chegando uma vez mais — Acho melhor retornamos.
—Você não vai ouvir nenhum argumento de mim. — Kenny assentiu rapidamente — Quanto mais rápido, melhor.
Ele começou a puxar as varas de pescar, as estocando, enquanto as ondas batiam na popa no barco.
Sorrindo forçadamente, Lauren deus os dois passos para a cabine na qual se encontrava o leme.
—O mar do norte é assim; um minuto está suavemente calmo, no outro é uma força extrema, mexendo tudo à sua volta.
—Prefiro ele calmo. — Kenny chacoalhou as grandes varas no começo do barco — Olhe para o céu. Está ficando louco!
A banda negra se expandiu por todo o horizonte, obscurecendo completamente a visão do Bell Rock Lighthouse e apagando qualquer coisa em volta. Avançou rapidamente na direção deles, trazendo um cortante granizo fora de estação e um vento que gritava seu ódio ao redor da orelha deles. Lauren aumentou sua voz digladiando contra o lamento.
—É melhor você vir aqui, Kenny.
Ele se agachou no parco abrigo da casa do leme, enquanto ela pressionava para que o barco andasse. O motor tossiu uma, duas vezes, veio à vida e depois morreu novamente com um urro apoteótico.
—Tente de novo. — Kenny ordenou. Ele olhou por cima do seu ombro, onde a escuridão estava aumentando, avançando visivelmente por sobre eles. O granizo bateu na fibra do corpo do barco, eclodiu no interior e chacoalhou no telhado da cabinek — Vamos com isso, Lauren; tem uma monção acontecendo aqui!




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