Banhada Em Luar
Traduzido por Ananda da Mata
Um soldado ferido. Uma mulher assombrada pelo passado. Um segredo capaz de destruir os dois.
Alemanha, no fim da Segunda Guerra Mundial. O capitão Jimmy O’Brien está ferido, longe de casa e precisa desesperadamente de ajuda quando chega à porta de Greta Müller. Greta sobreviveu à guerra protegendo cuidadosamente o próprio passado, mas acolher o soldado americano pode revelar segredos que ela lutou para manter escondidos.
À medida que Jimmy e Greta se aproximam, os dois precisam enfrentar os perigos e as incertezas de um país devastado pela guerra, enquanto ajudam um menino que não fala a reencontrar a mãe. Mas, com mentiras vindo à tona e o passado ameaçando alcançá-los, o vínculo crescente entre eles pode ter um preço devastador.
Bathed in Moonlight, romance histórico de estreia de Stacia Kaywood, é uma história sobre amor, sobrevivência, verdades ocultas e a difícil tarefa de reconstruir a vida depois da guerra.
Descubra Bathed in Moonlight, de Stacia Kaywood.
Trecho do livro
Abril de 1945
Enquanto os primeiros raios de sol infiltravam-se pelas cortinas de renda, Greta Müller piscou para abrir os olhos e fez um inventário de quantas manhãs começavam exatamente do mesmo jeito. 548 – já se passaram tantos dias assim? Impossível, mas não. Se hoje era 10 de abril, então fazia, de fato, 548 dias. Ela gemeu, virou-se e prendeu a coberta sobre a cabeça. Talvez hoje seja diferente! – ela suspirou em antecipação. Mas, de novo, ser diferente tinha todos os tipos de variantes. Talvez hoje seja um pouco diferente. Não um “diferente” ruim, definitivamente isso não. Apenas diferente.
Talvez Ezra não entraria correndo no quarto nos próximos cinco minutos, e ela conseguiria algum sono extra. Ou talvez Liesel faria uma visita e traria café de verdade. Ou a guerra poderia acabar. Ela riu. Se pudesse simplesmente desejar qualquer coisa, seria que acordasse em sua antiga cama em Berlim para um mundo onde a guerra nunca tivesse começado! Mas isso não era para ser, então, em vez disso, ela esperou.
Ela contou os segundos: um... dois... três, e lá estava. O pisar suave de Ezra pelo piso de madeira, o cutucão em seu ombro, a inspiração forte de ar enquanto checava para ter certeza de que Greta ainda estava lá.
Sufocando um gemido, ela rolou com um sorriso largo nos lábios. – Estou acordada, Ezra. – Jogando a coberta, ela se esticou em direção ao teto, alongando seus músculos após uma noite de descanso. – Pronto para outro dia emocionante?
Os olhos castanhos dele brilharam com diversão, e ele acenou com a cabeça, suas mechas escuras caindo sobre sua testa. Girando nos calcanhares, ele correu de volta porta afora. Ah, então está aqui a minha resposta – definitivamente hoje não é diferente. Assim, a manhã começaria como sempre na casa deles, aconchegada longe do mundo.
A casa era um refúgio acolhedor perfeito, com floresta de um lado e um campo aberto do outro. Tinha dois quartos pequenos, cada um com uma cama confortável e uma colcha macia. A cozinha e a sala de estar se adequavam às necessidades deles: uma lareira para mantê-los aquecidos e uma mesa onde pudessem encher a barriga com sua limitada despensa. No entanto, a característica mais importante dessa casa não era o que podia ser visto, mas sim o que estava escondido abaixo. Foi por essa razão que Liesel enviou Greta e Ezra para que ficassem aqui e não com ela.
– Eu insisto, Greta. Você e Ezra não podem viver aqui comigo. Seria apenas uma questão de tempo antes que alguém começasse a fazer perguntas. Fique em minha antiga casa perto da floresta. Ninguém vai até lá. Direi a todos que a aluguei para a minha sobrinha. E como tenho tantas, ninguém questionará. Liesel deu um tapinha na mão de Greta. – Confie em mim.





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