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Um Estudo Em Vermelho Sangue - O Diário Secreto de Jack, o Estripador (Trilogia Um Estudo Em Vermelho Sangue Livro 1)

Um Estudo Em Vermelho Sangue - O Diário Secreto de Jack, o Estripador (Trilogia Um Estudo Em Vermelho Sangue Livro 1)

Traduzido por Fabiana Poppius

E se Jack, o Estripador, tivesse deixado seu diário secreto?

Quando o psiquiatra Robert Cavendish herda uma misteriosa coleção de documentos, ele descobre o que parece ser o diário pessoal do infame assassino de Whitechapel. Quanto mais Robert lê, mais convencido fica de que o relato é autêntico — e mais difícil se torna escapar de sua influência perturbadora.

Arrastado para a mente sinistra de Jack, o Estripador, Robert começa a perder o controle da realidade. À medida que os limites entre fato e fantasia se confundem, ele precisa enfrentar uma possibilidade aterrorizante: talvez o diário esteja fazendo mais do que apenas revelar os pensamentos de um assassino.

Entre no sombrio universo psicológico de Um Estudo em Vermelho: O Diário Secreto de Jack, o Estripador e descubra como pode ser tênue a linha entre a sanidade e a loucura.

Trecho do livro

Meu bisavô era médico, com predileção pela psiquiatria, como meu avô e meu pai. Sempre foi dado como certo que eu seguiria a tradição familiar, já que desde criança tudo que eu queria era seguir os passos dos meus antepassados; aliviar o sofrimento dos aflitos, ajudar a amenizar a dor mental experimentada por aqueles pobres infelizes muitas vezes castigados e tão mal compreendidos pela nossa sociedade. Meu nome? Por ora, vamos me chamar de Robert.

Meu pai, a quem admito ter idolatrado desde que me conheço por gente, morreu há pouco mais de quatro meses, um triste desperdício, sua vida destruída nos poucos segundos que um motorista bêbado levou para atravessar o canteiro central da rodovia de pista dupla em que ele estava e colidir de frente com a BMW do papai. Até a ambulância chegar ao local da batida já era tarde, não houve sobreviventes!

Papai foi enterrado no cemitério da igreja local, ao lado da mamãe, que faleceu há dez anos; o consultório particular de psiquiatria que eu dividi com ele por tanto tempo se tornou um domínio só meu. Em sinal de respeito, decidi deixar o nome de papai na placa de bronze que enfeita a coluna, ao lado da porta da frente. Não havia motivos para tirar. Uma semana depois do funeral, fui surpreendido com a ligação do advogado de papai, dizendo estar em posse de uma coleção de documentos que meu pai havia me deixado de herança. Era estranho, pois achei que o testamento havia sido claro, tudo dividido igualmente entre mim e meu irmão Mark. Eu fiquei com a parte do papai no consultório, e o Mark, com uma soma equivalente, e substancial, em dinheiro. Enquanto dirigia até o escritório do advogado, me perguntava o que poderia ser tão importante para papai me deixar de maneira tão misteriosa.

Ao me afastar do escritório do advogado, olhava fixamente para o embrulho de papel pardo, amarrado com firmeza com um cordão enorme, que agora estava no banco do passageiro. Tudo o que David, o advogado, pôde me dizer era que papai lhe confiara os documentos muitos anos antes, junto com instruções de que fossem entregues somente a mim, uma semana após seu funeral. Disse que papai colocara uma carta num envelope selado que estaria em cima do pacote quando eu o abrisse. Ele não sabia de mais nada. Sabendo que pouco poderia fazer até chegar em casa, tentei tirar o pacote da cabeça, mas meus olhos ficavam vagando em direção ao misterioso fardo, como se atraídos, inexoravelmente, por um poder invisível. Eu estava agitado de expectativa quando cheguei à entrada de cascalho da garagem da minha elegante casa de classe média; sentia que papai tinha alguma coisa importante para me contar do além-túmulo, uma coisa que ele realmente não podia ter me contado durante sua vida.

Minha esposa, Sarah, não estava em casa naquela semana; estava com a irmã, Jennifer, que dera à luz a um menino quatro dias depois do funeral de papai. Jennifer estava casada há três anos com meu primo Tom, um engenheiro de computação brilhante, embora um tanto avoado, que ela conheceu durante um jantar em nossa casa. Sarah estava relutante em me deixar sozinho logo após a morte de papai e do funeral, mas eu insisti que ela fosse ficar com a irmã num momento tão importante e emocionante. Eu lhe garanti que ficaria bem. Depois de trancar o carro, caminhando em direção à porta da frente de casa, cheguei a me sentir aliviado por estar sozinho. De algum jeito, eu sentia que os papéis, que agora estavam embaixo do meu braço, eram reservados só para mim e fiquei agradecido por ter tempo de explorar seu conteúdo sozinho. Ainda tinha o restante da semana de folga; havia pagado um substituto para tomar conta do consultório durante meu período oficial de luto, de modo que eu podia escolher o que fazer nos próximos dias.

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