Um Feliz Natal em Mersey
Traduzido por Andressa M. Silva
Um Mistério de Natal no Coração de Liverpool
À medida que o Natal se aproxima, a Unidade Especial de Investigação de Homicídios de Liverpool recebe uma chamada invulgar: alguém assassinou o Pai Natal — ou melhor, um Pai Natal de uma loja de departamentos.
O Inspetor Andy Ross e a Sargento Izzie Drake são enviados para o local, onde enfrentam um dos casos mais estranhos das suas carreiras. Com um Pai Natal e um duende entre os principais suspeitos, Ross terá de confiar nos seus instintos — e contar com uma boa dose de sorte — para descobrir a verdade.
Descubra A Merry Mersey Christmas, um mistério natalício do premiado autor da série Mersey Murder Mystery.
Trecho do livro
— Você está brincando comigo, com certeza? Isso é uma brincadeira? Faltam três dias para o Natal. — Andy Ross quase gritou ao telefone durante a ligação que recebeu da sala de comando do Quartel General da Polícia de Merseyside, enquanto estava em sua casa. Eram oito e meia da noite, dia 22 de dezembro, e ele e sua esposa, Maria, estavam prontos para o jantar, depois de passar uma hora embrulhando presentes para seus familiares e amigos.
— Não é uma brincadeira, inspetor Ross. — Jenny, a supervisora da sala de comando, assegurou-o. — O chamado foi confirmado pelo oficial que está no local.
— Mas a vítima. Isso não pode ser verdade, pode?
— Temo que sim, e como você é o oficial sênior de plantão, tem o prazer de responder. Também entrei em contato com a sargento Drake e ela disse que te encontra lá.
— E onde seria, lá? — questionou Ross, ao perceber que Jenny ainda não havia lhe informado o local do crime.
— Pearson’s Emporium, — ela respondeu. — É aquela nova loja de departamentos barata que abriu onde ficava o antigo banco em…
— Eu sei onde fica, obrigado, Jenny.
— Então, vou deixar aos seus cuidados, ok? Só se certifique de que não haja um trenó estacionado em fila dupla com meia dúzia de renas quando chegar lá, — ela brincou.
— Tudo bem, estou convencido. Irei o mais rápido possível, — confirmou Ross. Assim que colocou o telefone no gancho, em seu lugar na mesa do corredor, próximo a porta da frente de sua casa em Prescot, localizada a poucos quilômetros do centro da cidade de Liverpool, Maria apareceu na porta da sala de estar.
— Não é um chamado, certamente? — ela parecia desapontada, mas se conformou com o fato de que tudo isso fazia parte do trabalho de seu marido.
— Me desculpe, mas sim. Você nunca vai acreditar, — ele hesitou antes de continuar. Ele tinha um sorriso irônico no rosto, incomum, considerando que sua noite acabara de ser interrompida.
— Vá em frente, diga, — disse Maria, — No que eu não vou acreditar?
Incapaz de se conter, Andy Ross segurou sua esposa, uma mão em cada ombro, puxou-a, deu-lhe um beijo curto, porém apaixonado, e sussurrou em seu ouvido: — Alguém acabou de matar o Papai Noel!
— Andy, não brinque comigo. Vamos, o que aconteceu para tirá-lo de casa a essa hora da noite?
— Eu acabei de te contar. Alguém matou o Papai Noel, — ele a olhou nos olhos e Maria pode ter certeza que estava falando sério.
— Você está falando sério, não é?
— Sim, parece que alguém matou o Papai Noel naquela loja de departamentos barata, Pearson’s Emporium, na cidade.
Ross pegou seu celular que estava carregando em seu quarto, então pegou o sobretudo cor de caramelo que Maria havia comprado a alguns natais atrás e jogou seu telefone em um de seus bolsos. Pegou suas luvas de couro marrom, colocou sapatos de couro preto, uma terrível combinação entre seu casaco e luvas, e logo já estava fora de casa e dentro de seu carro, dez minutos após receber a ligação do quartel general.





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